ANÁLISE – O papo reto sobre o abono em Cariacica e o que ninguém quer enxergar
Vou mandar a real como editor que acompanha essa cidade há anos e enxerga o que está por trás das manchetes.
A história do “não teve abono” virou uma bandeira fácil de levantar — mas, se a gente olhar com calma, o cenário é bem mais complexo do que esse barulho todo que rolou nos últimos dias.
Primeiro ponto: o servidor nunca teve tanto avanço como agora
Isso é fato, não é opinião.
Nos últimos anos, Cariacica entregou promoção horizontal, vertical, reajuste inflacionário, valorização real…
Coisa que ficou parada por décadas e só começou a andar agora.
E isso tem um detalhe que pouca gente comenta:
todo avanço pesa.
É igual empresa grande: quando você faz reajuste sério, a folha responde.
E é justamente esse efeito que muita gente ignora quando cobra abono.
Outro ponto que ninguém gosta de ouvir: obra não paga abono
A população vê a cidade cheia de obra, praça reformada, viaduto novo, Vila Natalina gigante, iluminação, mobilidade…
E aí surge aquela leitura: “se tem dinheiro pra isso, tem dinheiro pra abono”.
Não funciona assim.
Investimento é uma coisa, custeio é outra.
Misturar as duas não é só erro — é colocar a gestão na linha do crime fiscal.
E, querendo ou não, Cariacica hoje é administrada com uma seriedade que não se via há muito tempo.
Minha visão como observador de fora: a cidade está colhendo o resultado de uma gestão responsável
Não falei com ninguém, não ouvi bastidor, não busquei justificativa oficial.
Estou analisando o que qualquer pessoa consegue ver, andando pela cidade:
- Praças que parecem novas.
- Eventos que resgataram autoestima.
- Obras estruturais.
- Mobilidade aparecendo.
- Serviços andando.
- Ranking e indicadores que Cariacica nunca tinha alcançado.
Isso não acontece em gestão quebrada. Isso acontece em gestão organizada.
Então por que o abono não saiu?
Na minha leitura, é simples:
-
A folha subiu porque os servidores avançaram como nunca.
-
O ano foi pesado em investimento.
-
A prefeitura escolheu não estourar limite fiscal.
-
Não adianta dar abono hoje e atrasar salário amanhã.
E, sendo bem direto:
prefeito responsável não cede ao populismo de fim de ano. Prefeito responsável segura a onda pra cidade continuar andando.
E onde entra o servidor nessa história?
O servidor tem todo o direito de querer mais.
E quem trabalha quer ser reconhecido.
Isso é humano.
Mas também é humano entender que gestão pública tem limite.
E, quando o município entrega valorização real + transformação urbana, isso mostra que há esforço dos dois lados.
O bom administrador nem sempre dá o que a gente quer, mas entrega o que a cidade precisa
Euclério está longe de ser perfeito e nenhum gestor é.
Mas olhando friamente o cenário, Cariacica nunca viveu uma fase tão organizada, tão transformada e tão segura financeiramente.
Abono é legal? Claro.
Mas quebrar a prefeitura pra isso seria um tiro no pé.
E a verdade é uma só:
Cariacica mudou porque alguém escolheu administrar com responsabilidade, e não com emoção. Nenhuma cidade cresce sem isso.

Jornalista, publicitário e estrategista de marketing político. Diretor do Consórcio de Notícias do Brasil, apresentador do CNBCAST e autor do livro “Manual do Candidato Vencedor”, referência em narrativas e estratégias eleitorais.
