Almoço com governador reforça base política e sinaliza resposta estratégica no ES
Enquanto o cenário político capixaba acompanha recentes movimentações entre lideranças da Região Metropolitana, um outro gesto ganhou relevância nesta semana desta vez articulado pelo prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio.
O almoço reuniu o governador Renato Casagrande, o prefeito de Viana, Wanderson Bueno, e o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos. Embora marcado por informalidade e ambiente descontraído, o encontro carregou simbolismo institucional e também político.
As falas registradas reforçaram termos como “diálogo”, “parceria”, “gratidão”, “união” e “lealdade”. No atual contexto estadual, essas expressões ultrapassam a cordialidade e funcionam como mensagem pública de alinhamento e consolidação de grupo.
O protagonismo do evento coube a Euclério Sampaio, que conduziu o momento e posicionou o encontro como demonstração prática de integração entre Executivo estadual, Legislativo e municípios da Região Metropolitana. Ao reunir essas lideranças da Grande Vitória, o prefeito de Cariacica reforça sua condição de um dos principais articuladores desse campo político, evidenciando capacidade de diálogo e influência dentro da estrutura que sustenta o atual projeto estadual.
O grupo metropolitano que gravita em torno dessa articulação também conta com o apoio já declarado do prefeito da Serra, Weverson Meireles, e do ex-prefeito serrano Sergio Vidigal, ampliando o peso político da região no cenário estadual.
No caso de Guarapari, o prefeito Rodrigo Borges já manifestou apoio à eleição do atual governador para o Senado, o que o posiciona dentro de uma linha de alinhamento institucional com o projeto político em curso, ainda que sem anúncio formal sobre a disputa estadual subsequente.
O encontro serviu, portanto, para reafirmar não apenas a parceria administrativa, mas também a densidade política de um grupo estruturado na Grande Vitória, com base ampliada e discurso alinhado em torno da continuidade do projeto estadual.
Em um momento de rearranjos e aproximações públicas entre outras lideranças municipais, a reunião pode ser interpretada como resposta indireta não confrontacional, mas estratégica. A ênfase reiterada em lealdade e gratidão ganha dimensão simbólica diante das movimentações paralelas que vêm sendo observadas no tabuleiro político.
Não se trata de enfrentamento explícito. Trata-se de sinalização institucional.
Se de um lado surgem articulações que podem indicar novas composições, de outro há a reafirmação de uma base metropolitana que destaca unidade, fidelidade política e continuidade administrativa.
O Espírito Santo passa a viver, assim, dois movimentos simultâneos: a construção de alternativas e a consolidação de estruturas já estabelecidas. Ambos legítimos no jogo democrático.
E, como toda boa estratégia política ensina, nem sempre a força está apenas na jogada que se anuncia mas também na articulação que sustenta o grupo enquanto o tabuleiro se reorganiza.

Jornalista, Gestor Público e especialista em planejamento e gestão estratégica e atua como empresário na área de comunicação e marketing político.

