Palestra na UBS Jardim Botânico orienta idosos sobre os riscos da automedicação
Para conscientizar o público da terceira idade sobre os cuidados essenciais com a saúde, a Unidade Básica de Saúde (UBS) de Jardim Botânico realizou, na manhã desta terça-feira (23), uma palestra focada nos riscos da automedicação. O encontro serviu como um espaço de orientação para esclarecer práticas cotidianas que podem comprometer a segurança e o bem-estar dos pacientes.
Buscando oferecer uma visão integral do cuidado na terceira idade, o evento contou com uma abordagem multidisciplinar, enriquecida pela participação da educadora física Lorena Flores Duarte e da psicóloga Rhaysla Denise da Silva, além da farmacêutica Stephanie Lima. As profissionais destacaram que a promoção da saúde vai muito além da farmácia, mostrando como a prática orientada de exercícios físicos e o cuidado com a saúde mental são aliados poderosos para reduzir dores, controlar a ansiedade e, consequentemente, diminuir a dependência e a busca excessiva por remédios.

O que é automedicação?
A automedicação, o ato de ingerir remédios por conta própria ou se baseando na indicação de pessoas sem formação médica, é um hábito comum, mas que esconde perigos severos. Na terceira idade, o risco se agrava, pois o organismo apresenta maior sensibilidade, aumentando a chance de alergias imprevistas e reações adversas decorrentes da mistura de diferentes compostos químicos.
“O metabolismo do idoso processa as substâncias de forma diferente e muitas vezes já lida com medicamentos de uso contínuo. Aceitar a indicação de um vizinho ou simplesmente repetir uma receita antiga sem nova avaliação médica pode causar intoxicações graves”, alerta a farmacêutica Stephanie. “Também vemos muitos pacientes interrompendo tratamentos por conta própria assim que os sintomas somem. Isso é extremamente perigoso, pois a doença pode retornar de forma mais agressiva”, explica.
O uso de antibióticos recebeu atenção especial durante a palestra. A equipe explicou que esses medicamentos não servem para qualquer infecção, sendo necessários e eficazes apenas contra bactérias. O uso indiscriminado, além de não curar infecções virais, contribui para o surgimento de superbactérias, dificultando tratamentos futuros.
A rotina doméstica com os remédios também foi pautada. Os idosos aprenderam que o armazenamento correto exige locais frescos e secos, longe da umidade dos banheiros e do calor das cozinhas, para preservar a eficácia das fórmulas. Sobre o descarte, a recomendação foi enfática: medicamentos vencidos ou sobras de tratamentos jamais devem ir para o lixo comum ou vaso sanitário. Eles devem ser entregues em pontos de coleta, frequentemente disponíveis em farmácias ou nas próprias unidades de saúde.
Para encerrar o encontro, os profissionais da saúde deixaram uma diretriz clara sobre quando procurar a UBS. Em vez de recorrer à caixa de remédios caseira aos primeiros sinais de mal-estar, qualquer novo sintoma, dor persistente ou dúvida sobre dosagens deve ser motivo para agendar um atendimento na unidade. O diagnóstico profissional é a única via segura para garantir que o tratamento ajude a curar, em vez de adoecer.
Fonte : Prefeitura de Cariacica


