Superfederação comemora: Camillo Neves assume a vice e o time de Ferraço entra unido na campanha
Vereador de Vitória, indicado pelo Progressistas e chancelado pela União Brasil, encerra semanas de expectativa e fortalece o palanque da reeleição com o grupo unido e em movimento
O mistério acabou. Depois de semanas de articulação nos bastidores, de nomes que circularam e de um impasse que colocou à prova a coesão da base aliada, o governador Ricardo Ferraço (MDB) fechou a chapa que disputará a reeleição: o vereador de Vitória Camillo Neves (Progressistas) será o candidato a vice-governador. A escolha atende ao pleito da Superfederação formada por União Brasil e Progressistas e encerra, com um desfecho de fortalecimento, o capítulo de maior tensão do tabuleiro político capixaba nas últimas semanas.
A definição não foi apenas um acerto de nomes. Foi um gesto de articulação política que revela maturidade e sintonia entre o governo e seus principais aliados. Em meio ao impasse, a Superfederação reivindicava a vaga com protagonismo, chegando a projetar nomes como os deputados federais Amaro Neto (Progressistas) e Messias Donato (União Brasil), além da capitã Andressa, do Corpo de Bombeiros. Ao ouvir a federação e chancelar a indicação, Ferraço transformou o momento de instabilidade em demonstração de diálogo e consolidação, o tipo de movimento que, em ano eleitoral, fala mais alto do que qualquer discurso.
Camillo Neves chega à vaga com um perfil que combina renovação e representatividade. Aos 35 anos, o vereador é craque mundial de beach soccer, formado em Educação Física e construiu sua trajetória na Câmara de Vitória desde a primeira legislatura, até conquistar mandato próprio em 2024. Referência da juventude capixaba, ele entra na chapa como símbolo da oxigenação que o grupo quer transmitir ao eleitor: experiência à frente do governo, energia nova ao lado.
Com a definição do vice, o palanque da reeleição ganha contornos de time completo. A Superfederação sai do impasse diretamente para a condição de protagonista da campanha, com a vaga conquistada e o grupo fechado em torno de um objetivo comum. O que era incerteza virou força política: união consolidada, base coesa e uma chapa pronta para entrar em campo com a tranquilidade de quem resolveu, na hora certa, o que precisava ser resolvido.
Foto: Cid Costa


